Chapéu: acessório ou inspiração?

0 Comentário(s) | 8 de maio de 2017 | Categoria: Comportamento, Moda

Pesquisar determinado tema para criar um post realmente tem sido para mim algo muito enriquecedor. A idéia original seria o uso do CHAPÉU e a transformação que este acessório incrível pode fazer em um look.

Mas aí me deparei com a história do DURVAL SAMPAIO, conhecido como DU E-HOLIC: O chapeleiro feliz!!!

Resolvi então adiar a ideia inicial do post e compartilhar com vocês um pouco sobre a trajetória de DURVAL. Você pode até não curtir usar chapéu e não estar nem aí para esse lance de sustentabilidade… Mas vale a pena conhecer a história deste artista. Ela é no mínimo inspiradora.

 

O início

O começo de tudo foi assim: O chapeleiro tinha uma vida estável sendo empresário no ramo de sucata industrial. Certo dia precisou de um chapéu para ir a uma festa. Procurou muito mas não encontrou nenhum que gostasse. Du resolveu então costurar o seu próprio chapéu.

Em pouco tempo, estava criando peças de diferentes padrões para amigos que elogiavam o trabalho. O vício pegou e Durval, conhecido hoje como DU E-HOLIC, descobriu que só precisava de uma máquina de costura, uns pedaços de tecido e muito vontade. Aliás, os materiais utilizados por Du vão muito além dos tecidos.

Um dia, ao passar por uma obra próxima à sua loja e se deparar com um saco de cimento, o estilista percebeu que poderia usá-lo como matéria-prima para a construção de uma peça sofisticada. A partir daí, sua maneira de enxergar o lixo se transformou, virando até uma diversão  tentar imaginar o que mais poderia virar um chapéu.

 

 

Música e pessoas são suas principais inspirações, mas é a “carreira” (que se confunde com a própria vida) que faz Durval viver um sonho todos os dias. Como ele mesmo diz: “… Quando você faz o que gosta, você confunde a carreira com a sua própria vida!

 

 

A nova reviravolta

Em 2013, Du fechou sua loja na Vila Madalena em São Paulo embarcou em um furgão 1952 para uma volta pelo Brasil. “Mais que isso, uma travessia interna”- conta.  Lá seguiu sua viagem sem CEP, sempre fazendo novos amigos, conhecendo várias histórias, lugares e levando aos quatro cantos seu lema de vida “Confie em mim, trabalhe no que você ama”A maior companheira de jornada? Sua querida Singer. A máquina de costura, em cor acinzentada e personalizada pelos nomes escritos dos lugares por qual eles passaram e fotos 3×4 dos seus pais e suas duas irmãs. Confira abaixo algumas imagens do Chapeleiro, seus chapéus, sua Singer e seu charmoso Furgão azul:

 

 

 

 

 

Jamais me arrependi um segundo disso. Minha relação hoje com o trabalho é de oportunismo. Não sou um artista, sou um oportunista do acaso. Chapéu é minha desculpa para conhecer pessoas e histórias especiais. Aprendi a costurar e aproveitei essa oportunidade. E vivo disso há anos. O dinheiro vem na consequência da verdade nas coisas” – DU E-HOLIC

Por : Karina Nogueira

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