Fashion Revolution Week

0 Comentário(s) | 26 de Abril de 2017 | Categoria: Comportamento, Em Curitiba, Moda

Acontece esta semana mais uma edição do Fashion Revolution. O movimento vem com a temática “Money Fashion Power”, que visa questionar o fluxo de dinheiro e as estruturas do poder dentro da indústria da moda. Segundo Fernanda Simon, coordenadora nacional do Fashion Revolution, a campanha deste ano quer provar que “a moda pode sim ser boa e justa – e o que é bom para um tem que ser bom para todos.”

O evento acontece entre os dias 24 a 29/04 em 90 países e 30 cidades do Brasil. Eventos presenciais como mesas de conversa, oficinas criativas, exibição de filmes, workshops, bazares de troca e outras atividades educacionais e de engajamento acontecerão em diversos locais. Nas redes sociais, o engajamento acontece por meio de selfies e frases com as #quemfezminhasroupas e #fashionrevolution.

 

O Fashion Revolution surgiu em 24 de abril de 2014, data que marcou um ano do acidente em Bangladesh. No trágico episódio aproximadamento  1.140 trabalhadores morreram e 2.000 ficaram feridos depois do colapso do edifício Rana Plaza. Os proprietários das fábricas de roupas (que funcionavam de maneira irregular no prédio, produzindo peças para todo o mundo) ignoraram as rachaduras nas paredes percebidas no dia anterior à tragédia. Nos escombros haviam etiquetas de marcas como Primark, Walmart e várias outras que terceirizam a sua produção nesses locais em busca de mão de obra absurdamente barata.

O incidente, que teve uma enorme repercussão mundial, trouxe algo de positivo. As pioneiras em moda ética e sustentável Carry Somers, britânica, e Orsola de Castro, italiana, que já atuam na área desde a década de 1990 com suas marcas que focam em upcycling e trabalhos que empoderam comunidades de artesãos, viram nessa situação a necessidade de fazer algo para aumentar a conscientização sobre os rastros deixados pela indústria da moda. Rastros esses que dizem respeito não só em relação a seus trabalhadores, mas também em relação à degradação ambiental causada pela produção em massa: poluição, devastação de terras, uso irracional dos recursos naturais, dentre vários outros. Elas partiram da premissa de que reconectar as pessoas com quem faz as nossas roupas vai ajudar a trazer as mudanças necessárias para a indústria da moda.

Funcionou assim: pessoas em todo o mundo, anônimos a celebridades, profissionais, amantes da moda, consumidores, imprensa e ativistas, participaram com suas fotos com peças de roupas ao avesso perguntando às marcas quem foram os responsáveil pela produção de suas roupas (#whomademyclothes), ato para trazer de volta rostos que, até então, nos passavam despercebidos na hora das compras.

Daí para frente, diversos países em todos os continentes aderiram à campanha, incluindo o Brasil. É nesse contexto que a Revolution Week propõe discutir e agir para transformar o mundo da moda. Todas as atividades podem ser encontradas no mural do evento ou pelo site.

Faça você também parte da campanha: seja curioso, pergunte às marcas, descubra, faça algo a respeito. Divulgue, pesquise, busque informações, pratique a cada dia o consumo consciente, compre apenas o que for realmente usar, de marcas que comprovadamente atuam de maneira ética e colaborando com as pessoas e o planeta em que vivemos.

Aqui no blog fizemos um post com várias dicas para você que quer dar o primeiro passo em busca de um consumo mais consciente.

 

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